O dry sift é o método de extração mais antigo e, ainda assim, um dos mais eficientes para concentrar tricomas de Cannabis sativa L. sem uso de solventes ou líquidos. A técnica consiste em peneirar as flores secas sobre telas de diferentes microns (geralmente entre 220µ e 25µ), separando as glândulas de tricoma, ricas em canabinoides e terpenos, do material vegetal por atrito mecânico e diferença de tamanho de partícula.
O resultado é um pó fino conhecido como kief, que pode ser prensado a quente formando o hash tradicional. A qualidade final, porém, depende de dois fatores técnicos frequentemente subestimados: a granulometria das telas e a temperatura ambiente. Trabalhar com material frio (flores e equipamentos refrigerados) reduz a plasticidade dos tricomas, evitando que se rompam ou grudem nas peneiras, e melhora significativamente a pureza e o rendimento da separação.
Apesar de simples, o dry sift exige controle de processo: peneiras mal escolhidas resultam em contaminação com material vegetal, enquanto o manejo inadequado de temperatura degrada terpenos voláteis e reduz a qualidade sensorial do concentrado.
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