A qualidade farmacológica da Cannabis é definida no campo e é determinada através de um conjunto de características que garantem composição química definida, reprodutível e segura à matéria-prima vegetal destinada ao uso medicinal. Na prática, refere-se ao teor e à proporção de canabinoides (THC, CBD, CBG e seus precursores ácidos), ao perfil de terpenos e à ausência de contaminantes.
Por que isso importa?
Sem padronização entre lotes, não há previsibilidade terapêutica nem segurança para o paciente. A hipótese do efeito comitiva (entourage) sugere ainda que a interação entre canabinoides e terpenos pode modular o efeito terapêutico, o que reforça a relevância do perfil fitoquímico completo, e não apenas do teor de CBD ou THC.
Quais fatores determinam essa qualidade?
▪️ Genótipo: a cultivar define o quimiotipo, isto é, o perfil predominante de canabinoides.
▪️ Ambiente e manejo: luz, temperatura, nutrição e irrigação influenciam a biossíntese de canabinoides nos tricomas glandulares.
▪️ Ponto de colheita: o estádio de maturação dos tricomas interfere na composição final.
▪️ Pós-colheita: secagem, cura e armazenamento adequados evitam a degradação de canabinoides e terpenos.
▪️ Sanidade: ausência de metais pesados, resíduos de agrotóxicos, micotoxinas e microrganismos patogênicos.
Rastreabilidade, boas práticas agrícolas e controle de qualidade são a base de um cultivo de Cannabis medicinal confiável. E tudo isso começa no manejo agronômico.
A Connabis Consultoria Agronômica acompanha pacientes, associações e empresas em duas frentes: Medicinal (consultoria para pacientes autorizados e associações) e Industrial (projetos, consultoria e insumos para a produção).
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